Houve um tempo em que acessar a internet era sinônimo de sentar em frente a um computador e ficar um determinado período nessa atividade. A partir do início deste século, os aparelhos celulares começaram a apresentar tecnologias que permitiam o acesso à internet, ocorrendo um aumento no tempo de navegação e na produção de dados.

Com o advento dos smartphones, deixamos de ter “apenas” telefones nas mãos e passamos a ter computadores, que acessam a web e rodam softwares com a mesma eficiência dos PC’s. A partir daí, nunca mais nos desconectamos da rede, estamos o dia todo produzindo uma infinidade de dados, que são armazenados e processados de forma automática na nuvem.

Como se não bastasse, uma outra inovação também se popularizou na mesma época, embarcando no crescimento da capacidade da internet e no barateamento da tecnologia: a Internet das Coisas (IoT). Ela permitiu que alguns objetos, como geladeiras, carros e até roupas se conectassem à rede e produzissem dados estratégicos, que também são armazenados e processados na nuvem.

O resultado disso tudo é uma explosão de informações, que estão sendo enviadas e processadas de forma instantânea, o que aumenta a exigência e a necessidade de escalabilidade. Isso porque as empresas e os usuários que utilizam esses serviços dependem da confiabilidade e da disponibilidade das estruturas de rede dos provedores de Cloud Computing

A tecnologia Edge Computing foi desenvolvida prevendo esse crescimento insustentável. Ela busca atender a necessidade de respostas rápidas em tempo real, aliviando a nuvem e reduzindo a latência e a distância entre o local onde os dados são gerados ou requisitados e onde serão processados.

Que entender mais sobre Edge Computing? Então este texto foi feito para você. Confira!

Afinal, o que é Edge computing?

Basicamente, Edge Computing é o conceito que representa a descentralização do armazenamento e do processamento de dados, trazendo-os para mais perto do local onde eles estão sendo gerados ou requisitados. Com essa proximidade, ocorre uma benéfica redução de latência, diminuição das limitações de largura de banda e independência de algumas estruturas, nem sempre confiáveis para lidar com dados complexos.

A tecnologia é também chamada de computação de borda, referindo-se aos dados que serão concentrados e processados em um servidor local, que precisa ser capaz de “filtrar” e processar o que deve ser retido localmente e o que poderá ser enviado para uma nuvem centralizada.

A tecnologia aumenta a disponibilidade e permite que empresas que têm suas operações baseadas na IoT ganhem em desempenho e produtividade, principalmente quando falamos de dispositivos avançados e que demandam processamento de dados complexos.

Essa redução no tempo de transferência, quando analisada em uma amostra de um grande período de tempo, poderá ser o diferencial para um aumento substancial na receita de uma empresa. Além disso, trará benefícios para os clientes.

Quais são as principais vantagens do Edge Computing?

Podemos colocar o Edge Computing como uma tecnologia que caminhará paralela ao crescimento da Internet das Coisas. Isso significa que o desenvolvimento da primeira acarretará o aperfeiçoamento da segunda. Esse crescimento coordenado só tem vantagens. Primeiramente ele agiliza e melhora o processamento e o armazenamento de dados, por parte das empresas.

Há também benefícios de segurança, pois o Edge Computing poderá servir como uma proteção à nuvem. Em cado de ataque DdoS, por exemplo, ele ficará limitado à borda, preservando o cloud e mantendo o seu desempenho para requisições que vierem de outros pontos.

Assim, os clientes e os usuários dessa arquitetura ganharão em agilidade, não sendo afetados por sobrecarga de servidores unificados quando estiverem fazendo atividades que demandam uma resposta rápida. Além disso, o processo inverso também é válido, uma vez sobrecarregada a borda, isso não afetará o cloud. As principais vantagens gerais do Edge Computing são:

  • redução na carga dos servidores e nas redes;

  • maior desempenho de processamento;

  • menor custo de transmissão de dados;

  • aumento da disponibilidade;

  • redução da latência;

  • maior segurança.

Quais setores podem ser impactados com o crescimento do Edge Computing?

Atendimento de saúde

Será mais fácil e rápido armazenar e compartilhar informações sobre pacientes, entre consultórios hospitais e clínicas. Essa agilidade será importante para o tratamento de doenças que exigem um diagnóstico rápido e acesso ao histórico do enfermo.

Comércio

Além dos sistemas internos dos varejistas, que estão cada vez mais interconectados aos mais diversos centros logísticos e podem agilizar e melhorar o atendimento ao cliente, com acesso ao seu histórico de forma rápida e sem burocracias, as grandes redes varejistas trabalham suas lojas físicas em conjunto com seus e-commerces. Nesse cenário, o Edge Computing também será um facilitador.

Mercado Financeiro

Os aplicativos de bancos digitais estão mudando a forma como as pessoas realizam transações bancárias. Como esses softwares estão cada vez mais robustos, permitindo que o cliente tenha autonomia para fazer todo tipo de transação, o Edge Computing aparece como agilizador de processos, promovendo uma maior segurança e restringindo os dados em uma zona local.

O Edge Computing vai substituir o Cloud Computing?

Não! As duas tecnologias trabalham juntas, uma melhorando o desempenho da outra e dando um excelente suporte à Internet das Coisas. O Edge Computing será uma espécie de atalho, levando até o Cloud os dados já consolidados. A nuvem continuará sendo muito importante, como armazenamento e processamento robusto, mas terá seu “inchaço”, provocado pela explosão de dados e requisições, atenuado.

Em resumo, a nuvem seguirá como centralizadora de dados, enquanto o Edge aproximará o processamento do requisitante, trazendo um equilíbrio para a arquitetura e permitindo uma escalabilidade mais programada.

Cabe ao gestor de TI de cada empresa começar a programar a sua infraestrutura para se adequar e retirar o melhor da parceria entre Edge e Cloud Computing, programando sensores para enviar apenas dados críticos para a nuvem e fazendo o processamento de dados no equipamento com a tecnologia Edge Computing.

Apesar de ser tratado como uma tendência, o Edge Computing já é uma realidade e traz inúmeros benefícios para as empresas que investem nesse conceito. As organizações que não se atentarem a esse novo panorama poderão ser ultrapassadas em breve pela concorrência.

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