Acompanhar as tendências de tecnologia é um trabalho que muitas vezes pode parecer pouco importante para gestores, que geralmente têm muito a fazer, mas é fundamental para que você consiga uma TI mais ágil, fluida e focada no usuário, a fim de proporcionar uma boa experiência para ele.

É interessante conhecer e saber como aplicar cada uma dessas tendências ao seu contexto. Assim, é possível reduzir custos e satisfazer uma demanda maior do público com inovações tecnológicas que solucionam as necessidades modernas.

Quer conhecer as principais tendências de tecnologia para 2019? Então, continue a leitura deste artigo.

Por que ficar atento a essas tendências?

Com a transformação digital sendo um fenômeno tão concreto e impactante para o mercado, é importante que as companhias se preocupem com essa área e procurem se atualizar. As novas tecnologias estão buscando dar mais autonomia aos clientes e ao mesmo tempo tentam facilitar a vida deles. As empresas precisam adotar essa filosofia se quiserem permanecer sólidas em um contexto de digitalização dos processos.

Os gestores não podem deixar de se preocupar com as tendências em si, mas também devem dar atenção aos princípios da transformação que orientam e dão sentido a essas áreas. Um deles é a mobilidade, uma demanda crucial em nossos tempos. Outro é a necessidade de respostas em tempo real. Há também uma crescente demanda por agilidade nas operações, segurança de dados e criação de experiências memoráveis para o público.

Quais são as principais tendências de tecnologia para 2019?

Veremos a seguir algumas tendências e por que acompanhá-las. Confira.

1. Blockchain

O Blockchain é uma tecnologia que descreve, como sugere o próprio nome, uma “cadeia de blocos”, isto é, uma transação que é distribuída em blocos distintos, mas interconectados. Isso é feito para garantir que, com a criptografia, essas movimentações e negociações ganhem camadas extras de segurança, robustez e transparência.

Os processos são iniciados e cada passo é aprovado e devidamente criptografado por um nó independente de forma descentralizada na rede. Nesse sentido, se assemelha à tecnologia P2P, que dispensa um servidor central e dá mais poder aos nós. Basicamente, por isso, as transações financeiras em blockchain podem ser realizadas sem necessidade de um intermediador, como um banco.

Cada passo precisa da aprovação de todos os envolvidos no processo. Além disso, as empresas que iniciarem as transações decidem quem pode entrar na negociação. Para conseguir invadir e roubar dados, um mal-intencionado precisaria quebrar a criptografia de todos os blocos, o que é quase impossível. Daí vem o sucesso da tecnologia. 

Por causa dessa descentralização e da falta de necessidade de mecanismos centralizadores, esse paradigma é fundamental para os tempos modernos, sendo aplicável em diversos segmentos diferentes.

2. Gêmeos digitais

Dentro do contexto da indústria 4.0, surgiu um termo que descreve basicamente como os processos de produção serão automatizados: gêmeos digitais. Essa expressão se refere à virtualização de produtos para testes e análises prévias com sistemas computacionais. 

Ou seja, sempre que estiver trabalhando em algum produto, os colaboradores podem testar uma versão no computador para, então, liberá-lo. Assim, é possível agilizar o processo, reduzir falhas e custos e aumentar a capacidade de adaptação às mudanças, com a possibilidade de simulação ajudando a enxergar os possíveis resultados.

3. Espaços inteligentes

Os espaços inteligentes são caracterizados por um conjunto de elementos — de pessoas a objetos — interconectados, permitindo uma experiência mais imersiva aos usuários. Essa conexão, que abrange todo um ambiente, viabiliza a geração de dados e o processamento em tempo real para responder ao cliente e interagir com ele, facilitando sua vida. Ou seja, em um espaço inteligente, as tecnologias desempenham um papel importante e geram mais valor para os usuários.

4. Experiência imersiva 

As experiências imersivas incluem sistemas de realidade virtual (RV) e realidade aumentada (RA), bem como a união das duas, a realidade mista. Todas essas aplicações buscam criar cenários virtualizados que impactam o usuário. Ele não vê realmente a realidade, mas consegue contemplá-la por fruto das simulações computacionais.

A RV é fincada em simulações totalmente virtuais, que buscam convencer o usuário de que o que ele vê é real. Geralmente, envolve o uso de óculos para permitir uma experiência ainda mais marcante e possibilitar que o utilizador se desconecte do mundo fora da simulação. Quanto mais impressionante e convincente ela for, melhor é o RV.

Já a RA mistura objetos do mundo natural com elementos criados por computador, com o objetivo de aumentar a percepção do usuário. Ou seja, a pessoa tem plena noção de onde está e do que está ao seu redor, mas consegue visualizar um cenário virtualizado associado ao ambiente.

Essas também são tecnologias que estão impactando diversas áreas, desde o setor imobiliário, para evitar visitas presenciais, ao automobilístico, para permitir que o utilizador veja possíveis melhorias em um carro quando entrar nele, por exemplo.

5. Internet das coisas

internet das coisas procura dar poder computacional aos pequenos objetos da vida comum. Na verdade, não só capacidade computacional: o foco é na interconexão desses elementos para que, juntos, gerem dados valiosos e insights relevantes. Com o uso de sensores em diversos locais, é possível facilitar o monitoramento de atividades e de equipamentos, algo que já está sendo proposto na indústria logística, por exemplo.

A definição de espaços inteligentes, que apresentamos antes, depende fortemente da internet das coisas — da capacidade de conferir aos objetos uma “voz” para se comunicar entre si e com o cliente por meio da rede.

6. Machine learning

A inteligência artificial deve permanecer avançando em 2019. O machine learning, uma das subáreas que se apoia em ciência de dados e estatística, vai continuar sendo aplicado em diversos segmentos para tornar os sistemas mais autônomos e mais poderosos para a tomada de decisão fundamentada em princípios matemáticos.

Ele já está sendo amplamente usado para sugestões e recomendações feitas aos clientes, por exemplo. Com o processamento de uma série de dados do perfil deles, você chega a insights que revelam o que aquele determinado consumidor vai gostar no futuro. Dessa forma, é possível conhecer o público, ofertar o melhor para ele e fidelizá-lo.

7. Aplicações em nuvem

Quase todas as aplicações criadas com base nas tecnologias que citamos dependem fortemente deste último conceito: a computação em nuvem. Afinal, os sistemas são geralmente hospedados na cloud e necessitam de plataformas robustas e seguras que permitam que eles funcionem e estejam sempre disponíveis. Segundo a previsão da Gartner, mais de 1 trilhão do que será gasto em TI nos próximos anos será direta ou indiretamente devido às mudanças provocadas pela computação em nuvem.

A cloud envolve paradigmas que são fundamentais para a era da transformação digital: aplicações descentralizadas, que ganham cópias de seguranças em locais distintos na rede e não em locais físicos, com arquivos que podem ser acessados em qualquer lugar (mobilidade) e em qualquer momento (alta disponibilidade). Isso favorece as empresas, já que permite maior flexibilidade, escalabilidade e mais segurança para os processos. 

As companhias não devem desconsiderar os avanços tecnológicos e as ferramentas modernas que surgem para melhorar a vida das pessoas, pois isso garante mais destaque e vantagem competitiva. Afinal, se é a demanda do público, quem conseguir satisfazê-la conquistará um espaço notável no mercado e mais oportunidades para fidelizar os clientes.

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