Imagine que uma grande empresa de varejo encontre o seu site indisponível em plena Black Friday, ou que uma grande rede de papelaria fique sem o seu aplicativo de vendas bem na época de voltas às aulas. Os resultados disso seriam péssimos, certo?

Realmente, não há nada pior para um e-commerce do que ficar indisponível em momentos de alta. Afinal, com a concorrência cada vez mais acirrada, isso pode gerar milhões em prejuízo. A boa notícia é que situações como essas podem ser evitadas se a empresa adotar uma estratégia de Load Balance.

Também chamada de balanceamento de carga, essa estratégia faz com que o tráfego de dados na rede seja distribuído da melhor forma possível entre os recursos disponíveis. Dessa forma, promove-se um desempenho uniforme, reduzindo os riscos de sobrecarga em períodos de alta demanda.

Quer entender melhor como isso funciona? Continue lendo para conferir a importância do Load Balance e os seus métodos de implementação!

O que é o Load Balance?

Como dissemos, essa é uma técnica que utiliza um software ou hardware para fazer com que o tráfego de requisições (proveniente de aplicações ou da web) sejam distribuídos de forma equilibrada para um cluster de servidores. Assim, reduz-se a carga individual de cada servidor, permitindo aos usuários o acesso a aplicações com bom desempenho e tempo de resposta, e menos sobrecarga.

O Load Balance utiliza a base do protocolo de roteamento de rede e pode ser ativado de forma automática ou conforme a necessidade do gestor. Em última instância, os protocolos de roteamento de rede definem a maneira como o roteador deverá estabelecer o caminho a ser percorrido pelos dados até o seu destino. Entre os protocolos possíveis, se destacam os seguintes:

  • RIP (Routing Information Protocol);
  • RIPv2;
  • EIGRP (Enhanced Interior Gateway Routing Protocol);
  • IGRP (Interior Gateway Routing Protocol);
  • OSPF (Open Shortest Path First).

Não podemos nos esquecer, além disso, das técnicas que se baseiam em rotas e mecanismos configurados de forma manual, com foco no direcionamento de pacotes. Assim, os dispositivos de rede passam a ter a capacidade de escolher entre os múltiplos caminhos para receber e enviar os arquivos.

Como ele pode ajudar a sua empresa?

Quando bem implementado, o Load Balance amplia a disponibilidade de toda a infraestrutura de rede, otimizando a performance dos dispositivos. O resultado principal disso é a redução na carga de trabalho e o aumento do desempenho — ou seja, os usuários dos seus sistemas poderão usufruir dos recursos com menos entraves.

Com as pessoas cada vez mais conectadas e uma concorrência cada vez maior, a disponibilidade e o desempenho se tornaram um grande diferencial de mercado. Hoje, a depender da área de atuação da empresa, se um mesmo produto for encontrado em dois sites diferentes, com preços e formas de pagamentos semelhantes, o usuário optará por comprar daquele que lhe oferecer a melhor experiência.

Nesse sentido, o Load Balance também possibilita que sistema escale recursos de forma automática. Assim, as chances de uma aplicação web ter uma queda brusca de desempenho caem bastante, evitando que o serviço fique indisponível nos períodos de maior demanda.

Com tudo isso, além da melhora na satisfação dos clientes, tem-se um ganho de credibilidade da empresa. O usuário sabe que está entrando em uma aplicação de qualidade e, sempre que precisar dos seus serviços, terá a sua página como referência.

Como o Load Balance funciona?

Essa estratégia pode ser configura de duas maneiras: estática ou dinâmica. Vejamos abaixo, cada um delas com mais detalhes.

Balanceamento estático

Nesse modelo, a distribuição de tráfego é feita tendo como base o destino final dos dados. Se a rede tiver três sistemas com uma rota para cada, por exemplo, o tráfego para cada um deles será feito sempre pelos mesmos caminhos.

Esse método tem seu foco na manutenção da ordem de envio e recebimento de pacotes. Porém, quando apenas um serviço tem a ampliação de demanda, a banda que for reservada para os outros links poderá ser subutilizada.

Em suma, podemos dizer que o balanceamento estático não leva em consideração o status em tempo real dos dispositivos da rede. É importante, portanto, aplicar técnicas de cache para otimizar o fluxo de dados.

Balanceamento dinâmico

Nesse tipo de balanceamento há uma melhor distribuição dos acessos: a cada transferência de dados, os pacotes de dados dão distribuídos de maneira uniforme entre os links disponíveis. Sua premissa é uma análise contínua da infraestrutura de rede e da computação das solicitações dos usuários.

Assim, a partir da coleta dos dados, os métodos de Load farão a identificação da melhor forma de atender às demandas, distribuindo o tráfego de forma automática.

Como implementar esse balanceamento?

Agora que você já sabe o que é o Load Balance e como ele funciona, é hora de entender como essa solução pode ser implementada. Grosso modo, sua implementação poderá ser feita via hardware ou software; essa escolha dependerá do perfil da infraestrutura e dos serviços de rede de cada empresa.

Via hardware

Aqui são utilizadas ferramentas integradas à infraestrutura de rede — boa parte das vezes, os roteadores, switches ou dispositivos específicos dotados de software dedicado. Em suma, as ferramentas são instaladas entre a rede acessada pelos visitantes e os servidores que receberão as solicitações. As funcionalidades, então, serão definidas pelos protocolos e recursos disponibilizados pelo fabricante do dispositivo.

Via software

Nesse tipo de implementação, utiliza-se a rede atual da empresa para que haja o direcionamento do tráfego. Na maioria das vezes, a execução acontece diretamente no servidor, no hipervisor ou mesmo na nuvem.

Enfim, como vimos, o Load Balance veio para garantir a disponibilidade dos sistemas em momentos de grandes demandas. Em tempos de transformação digital, paradas em datas específicas para as empresas de varejo podem gerar até milhões de prejuízo, por isso, a adoção de softwares como o AWS ou NGINX são essenciais para distribuir melhor esse tráfego.

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