O armazenamento na nuvem aliado à cloud computing é uma tecnologia quase onipresente e com importância cada vez maior em ambientes corporativos. Quando você pretende entrar nesse novo cenário de vez?

Para ajudar gestores de TI que estão preocupados em não ficarem para trás, preparamos um guia completo sobre o assunto. Aqui, você vai encontrar respostas para as dúvidas mais comuns: o que é, como funciona, como implementar, quais os benefícios e muito mais.

Venha então ficar por dentro de tudo dessa tecnologia revolucionária e se inspire para começar uma transformação digital na sua empresa! Acompanhe e confira!

Por que usar armazenamento em nuvem?

O conceito de nuvem como conhecemos começou a ser formulado no fim dos anos 1990 e apenas começou a se popularizar na segunda metade da década de 2000. A ideia era simples: em vez de fazer cada usuário investir em espaço físico para alocar seus dados, preso a um dispositivo único, esse poderia ser um serviço oferecido pela internet — que já viabilizava a transmissão de dados em banda larga.

Portanto, a primeira nuvem era basicamente um serviço de armazenamento remoto. Talvez por isso ela tenha ganhado tração tão rápido para uso pessoal e corporativo. O armazenamento em nuvem facilita o acesso rápido a informações importantes, de qualquer lugar e a qualquer hora. Também aumenta a segurança com rotinas de backup e redundância que impedem que um incidente simples, como o corrompimento de um arquivo ou o mal funcionamento de um HD, faça dados se perderem para sempre.

Por esse tipo de vantagem, o uso da nuvem pode se tornar o padrão em poucos anos. Este guia é uma introdução para esse novo mundo — vamos entrar em mais detalhes sobre cada aspecto que envolve a tecnologia.

O que é cloud computing?

Não demorou muito para que o armazenamento em nuvem simples evoluísse acompanhando o aumento das velocidades de banda larga, a introdução de redes de internet móvel e as demandas cada vez maiores principalmente do mercado corporativo.

Hoje, o conceito de armazenamento foi expandido na onipresente cloud computing. A ideia é ir além de estocar e disponibilizar dados remotamente, mas usar a mesma estrutura para oferecer pela internet recursos de computação, ferramentas de produtividade e automação, além de sistemas de gestão para gerenciar todos esses elementos.

Atualmente, a cloud computing já pode substituir completamente uma infraestrutura de TI, por exemplo, ou oferecer a base para que os profissionais construam um sistema em volta dela. Muito mais do que armazenar dados, é uma tecnologia capaz de transformá-los, entendê-los e reestruturá-los. Se o mundo está se voltando para ela, é porque encontrou o caminho para uma nova forma de fazer negócios.

Para que serve o cloud computing?

Parece estranho a princípio fazer essa conexão entre armazenar dados e uma revolução nos modelos de negócio sendo elaborados no futuro. Mas sim, é exatamente o tipo de mudança que a cloud computing proporcionou, uma que talvez fosse impossível de prever há 20 anos.

O nome dessa mudança é transformação digital. A cloud possibilitou o uso de informação como fonte de novas estratégias de negócio, utilizando grandes volumes de dados e recursos de computação para extrair noções relevantes sobre o mercado, sobre a operação da empresa e sobre suas finanças — com uma velocidade e precisão que antes era impensável.

A capacidade de uma empresa de armazenar, segmentar, interpretar e assegurar a confiabilidade de seus dados se tornou uma vantagem competitiva e, no futuro, uma necessidade de sobrevivência. Nesse cenário, será muito caro ou até muito limitado manter uma infraestrutura completa de computação dentro da empresa, com custos de manutenção e atualizações constantes.

A cloud computing muda essa dinâmica. Manter uma estrutura de TI se torna um serviço e a sua equipe tem todo esse tempo economizado para se preocupar com novas atribuições estratégicas.

A nuvem hoje serve para armazenar, para computar e para monitorar a produtividade de uma empresa. É uma solução completa e eficiente, que não à toa gerou uma corrida no mundo corporativo pela adoção e implementação mais breve possível. Está na sua hora de dar a largada também.

Quais são os diferentes modelos de armazenamento em nuvem?

A cloud computing evoluiu tão rápido que já existem modelos segmentados para atender às mais diversas demandas no mundo corporativo. São formas diferentes de entregar computação remota, baseadas na maturidade tecnológica de um negócio, capacidade da TI e expectativas de retorno sobre ferramentas ou sistemas específicos.

Portanto, vamos listar os principais tipos de armazenamento em nuvem seguindo um parâmetro de camadas de oferta, indo do escopo mais objetivo do SaaS até o mais completo presente no IaaS. Veja quais são a seguir!

SaaS

O modelo mais utilizado hoje por empresas (e também o mais em conta) é o chamado Software como Serviço, conhecido pela sigla em inglês SaaS. Como o próprio nome sugere, essa é uma oferta de cloud computing em que a empresa provedora de nuvem (CSP) disponibiliza aos clientes programas, aplicações e ferramentas por acesso remoto, geralmente por meio de um browser.

Dessa forma, não é necessário que a TI instale e atualize softwares localmente, liberando espaço, garantindo performance e libertando a produtividade dos limites físicos do escritório. Aliás, essa é uma das grandes vantagens da nuvem. Veja o Office 365, por exemplo. Quando uma empresa adquire a licença do programa comum, ela tem um número máximo de computadores onde instalar e o usuário só tem acesso naqueles terminais.

Já no modelo 365 (o SaaS da Microsoft) a limitação não é de computadores, mas de usuários. Se os colaboradores têm sua chave de acesso, eles podem utilizar o serviço de qualquer dispositivo, dentro ou fora do escritório e do horário de trabalho.

CaaS

Um modelo um pouco semelhante com o SaaS e que faz a ponte entre ele e o próximo que falaremos (PaaS) é conhecido como CaaS, ou contêiner como serviço.

O desenvolvimento com o uso de contêineres está se expandindo no mercado por oferecer portabilidade e segurança na criação de produtos e sistemas tecnológicos. O contêiner é um pacote isolado com um código, um programa ou uma aplicação que pode ser rearranjada e testada em diferentes sistemas operacionais e situações que não ponham em risco o resto da infraestrutura.

É uma forma de armazenamento mais dinâmica e adaptável. É possível segmentar dados e alterar sua disposição como for necessário pela TI. Além de tornar a sua equipe mais produtiva (principalmente se ela trabalha com desenvolvimento), a empresa ganha agilidade no teste de novas estratégias e flexibilidade para ousar em ideias disruptivas com baixo risco.

PaaS

Agora pulamos mais uma camada acima no gerenciamento de sistemas baseados em nuvem. O próximo modelo de oferta de cloud é chamado de Plataforma como Serviço, ou a sigla PaaS.

Nesse caso, em vez de oferecer apenas o acesso a softwares específicos ou contêineres para isolar partes do trabalho, a CSP entrega uma plataforma completa de gerenciamento, que integra várias aplicações e ferramentas e, ao mesmo tempo, o controle sobre o acesso e uso desses dados armazenados na nuvem.

Os ERP’s são exemplos mais utilizados de Plataforma como Serviço. Geralmente, há um dashboard disponibilizado à equipe de TI, que consegue de um só lugar gerenciar a performance do sistema e como ele está sendo utilizado para transformar tecnologia em qualidade e produtividade.

A grande vantagem aqui é que as ferramentas de gestão de dados são mais robustas. É possível manter bancos de dados inteiros disponíveis e seguros ao aliar a estruturação do armazenamento (arquitetura da nuvem) com softwares programados especialmente para lidar com aquele cenário.

Sem contar que soluções completas facilitam a otimização de processos e automação de tarefas. Todo o sistema se torna mais coeso e boa parte das dores da TI na rotina de uma empresa ficam para trás.

IaaS

Ainda é possível subir uma camada além da Plataforma como Serviço. A Infraestrutura como Serviço, ou IaaS, é desses modelos de nuvem o mais novo e o que mais promete revolucionar o mercado no futuro.

Isso porque a IaaS permite a transformação digital completa: a migração de toda a TI para a nuvem. Além de oferecer os softwares necessários para que os colaboradores sejam produtivos e a plataforma que gerencia e monitora essa utilização, o modelo de infraestrutura na nuvem consegue entregar recursos de computação remotamente.

Isso mesmo, é possível contratar poder de processamento pela internet por meio da virtualização. A CSP fornece esses recursos rodando em seus servidores, enquanto o cliente usa dispositivos apenas como interface para a visualização e edição de dados. Essa é uma grande mudança que tira completamente da empresa o peso de investir em hardware. Manter e atualizar equipamentos valiosos é responsabilidade da empresa terceirizada, enquanto a sua é apenas implementar e monitorar sua utilização.

Essa é uma tecnologia tão promissora que a Amazon entrou de cabeça no modelo e hoje é líder no segmento. As grandes concorrentes, como Microsoft e Google, também estão investindo pesado para pegar parte desse mercado.

Empresas sem servidores, com dispositivos simples de interação e com uma TI focada nos negócios: esse é o futuro que se vislumbra para o armazenamento em nuvem. Quanto mais rápido você buscar essa nova realidade, mais a frente pode ficar da concorrência.

Afinal, o armazenamento em nuvem vale a pena?

Essa é a conclusão que chegamos para responder sem hesitar a essa pergunta: não só vale muito a pena investir em cloud como isso se torna cada vez mais uma necessidade. Vamos falar mais sobre as vantagens em custos abaixo, mas primeiro queremos reforçar um ponto que, em alguns aspectos, é até mais importante.

Junto com a onda de transformação digital, estão surgindo empresas capazes de encantar seus clientes atuais, buscar nichos novos e se consolidar na capacidade de adaptação à mudança incrivelmente rápida de demandas.

Para alcançar esse nível de competitividade, só há uma saída: incluir a TI como setor fundamental e prioritário nas próximas estratégias de negócio. A tomada de decisão baseada em dados e a utilização de tecnologia como origem de novos produtos e serviços é o caminho para o sucesso. Sem você, não há como sua empresa atingir seu verdadeiro potencial.

E para que você assuma esse papel, não tem como continuar tratando a TI como um setor de suporte, que “mantém as coisas funcionando”. Investir em armazenamento na nuvem é o primeiro passo para essa reestruturação, para que você se preocupe menos com a performance de softwares e do banco de dados e mais com as oportunidades que eles podem trazer para ideias disruptivas no futuro.

Como ter segurança no servidor?

Mesmo com todos os benefícios da nuvem bem conhecidos por profissionais de TI, ainda existem muitos mitos em torno da segurança no armazenamento em nuvem. Mas essa não é só uma ideia equivocada como, na maioria dos casos, é o oposto da realidade. As CSP’s de qualidade, consolidadas no mercado, oferecem em conjunto com seus serviços medidas, ferramentas e profissionais especializados em segurança.

A verdade é que, por maior que seja uma equipe interna de TI, é difícil ter a expertise necessária e até a disponibilidade de alguns dos membros para ficarem preocupados exclusivamente com a proteção de dados. Como dissemos, a TI hoje precisa ser muito mais estratégica do que operacional.

Nesse caso, a cloud computing é uma opção perfeita. Você ganha integração do banco de dados com sistemas de monitoramento, além do suporte e do acompanhamento de perto de empresas que investem na formação de times exclusivos para segurança.

A sua responsabilidade nesse caso é apenas gerir o uso da ferramenta — já que muitos dos riscos a um sistema corporativo vêm da engenharia social. A criação de políticas de uso bem definidas, com um processo estruturado de monitoramento, distribuição de credenciais e controle de acesso ao banco de dados, são atitudes suficientes para garantir um sistema confiável sem perder em produtividade.

Posso reduzir custos com o armazenamento em nuvem?

Prometemos que íamos tocar no assunto, então aqui estamos! A segurança é sempre prioridade número um na hora de lidar com dados da empresa, mas a economia é sempre um tema bem importante.

E não é só uma questão de gastar menos. Quando a TI consegue reduzir custos, significa que está otimizando seu sistema e aumentando a produtividade. Além disso, esse dinheiro extra pode ser reinvestido em tecnologia, potencializando ainda mais a sua transformação digital. Portanto, veja a seguir três pontos principais nos quais o investimento em cloud computing se converte em economia. Confira!

Modelo de licenças por assinatura

Todo o paradigma de “Coisas como Serviço” mudou completamente a dinâmica de gastos em TI. Até pouco tempo atrás, a única forma de atualizar softwares ou aumentar a gama de ferramentas disponíveis era por meio da aquisição de licenças.

As desenvolvedoras até facilitam criando condições especiais para empresas, mas a verdade é que esse modelo nunca foi o ideal: fazer grandes investimentos de tempos em tempos, que exigem muita previsibilidade, preparação e uma movimentação financeira muito significativa.

Com a oferta de Software como Serviço, as licenças passaram a ser oferecidas pelo modelo de assinatura. Isso significa pagar uma mensalidade para ter acesso àquele software. A grande diferença é que quando uma nova versão do programa sair, você pode usá-la automaticamente, sem novos investimentos e nem reinstalações. É um modelo muito mais simples que dilui os custos ao longo do tempo e facilita a previsibilidade de gastos.

Flexibilidade de contratos

Falando em previsibilidade, outra dificuldade da TI é investir em softwares e plataformas planejando seu uso para 5 ou mais anos. Com a velocidade com que a tecnologia se move hoje, um contrato a longo prazo pode se tornar obsoleto ou insuficiente muito antes de retornar o valor investido.

No modelo de assinaturas da nuvem, você paga apenas pelo que gasta e pode variar essa oferta de acordo com sua demanda. É uma flexibilidade que tira da sua gestão a necessidade de ser tão conservador e permite que você ouse em novas ideias, soluções e estratégias.

Menos investimento em infraestrutura

Como também já citamos, estamos caminhando para um futuro em que empresas precisarão do mínimo de infraestrutura em seus escritórios. O resultado disso é menos capital parado em equipamentos que se desvalorizam e perdem performance com o tempo.

No modelo de IaaS, esse investimento se transfere todo para serviços. É um gasto muito menor que pode ser ainda mais reduzido com o tempo, quando você se preocupa com otimização do seu sistema. E se a empresa estiver em um momento de crise, por exemplo, é muito mais simples realocar recursos e cobrir áreas prioritárias até que as coisas melhorem.

Como é a arquitetura em nuvem?

Outra dúvida constante de profissionais é se a arquitetura em nuvem muda muito em relação a sistemas tradicionais. A resposta mais curta é: sim e não. A verdade é que isso depende primeiro do tipo de nuvem que você está investindo — SaaS, PaaS, IaaS. Cada uma delas oferece uma camada diferente de integração entre armazenamento em nuvem e servidores próprios.

Portanto, embora a forma de trabalhar seja a mesma do seu modelo tradicional de TI, o foco da arquitetura de um sistema com cloud computing está na transposição de recursos oferecidos para produtividade real.

Isso significa que a sua equipe tem que se preocupar em sintonizar softwares, dados e usuários. Isso é possível com um bom controle de acesso a informações, com monitoramento automatizado e velocidade de autenticação, ferramentas de colaboração dentro do sistema e, claro, a otimização do seu banco de dados.

Aliás, isto é muito importante de reforçar: quanto mais seus dados se tornam valiosos para a tomada de decisões de negócio, mais eles precisam de organização e estruturação. A nuvem ajuda nesse processo, mas o mais importante é a sua capacidade de desenhar um banco de dados em torno da utilidade deles para o futuro da empresa.

Quais os tipos de redes do armazenamento em nuvem?

Além dos modelos de oferta de armazenamento em nuvem, existem também os tipos de implementação de cloud, que variam de acordo com a infraestrutura que a sustenta. Veja quais são eles a seguir!

Nuvem pública

A nuvem pública é o modelo mais comum de cloud oferecido atualmente. Nele, a CSP mantém uma grande infraestrutura de servidores e divide esse recurso entre seus clientes. Apesar do nome, não há nenhuma comunicação entre os dados de clientes diferentes. O particionamento dessa estrutura é o que permite a entrega de uma nuvem com preços acessíveis, flexibilidade e escalabilidade sem se descuidar da segurança.

Nuvem privada

Existem TI’s que preferem ou precisam da customização mais livre de sua nuvem e um controle mais próximo dessa infraestrutura. Nesses casos, existe a nuvem privada, onde aqueles servidores serão exclusivos de um cliente. Esses hardwares podem estar montados internamente ou hospedados na empresa provedora, mas a grande vantagem é que ela pode ser arquitetada em torno de necessidades bem específicas do negócio.

Nuvem híbrida

Como o nome sugere, a nuvem híbrida é uma junção dos dois modelos. Geralmente, utiliza-se o tipo privado para informações mais críticas e controladas, enquanto a produtividade geral é migrada para a cloud pública. É um modelo bastante eficiente, mas que exige mais preparação e controle da equipe de TI.

Quais são os benefícios para mim?

Passando por tudo que falamos neste guia, já deu para cobrir as principais vantagens da cloud computing em um ambiente corporativo: segurança de dados, economia, aumento da produtividade, inteligência de negócio, apoio para tomadas de decisão mais ágeis, liberação da TI de rotinas repetitivas e operacionais etc. Mas queríamos terminar este texto deixando claro que os maiores benefícios você consegue adequando o melhor modelo de nuvem às suas necessidades e expectativas.

Seja da oferta mais simples (SaaS pública) até a mais exclusiva (IaaS privada) o que importa é que a cloud seja um verdadeiro motor de inovação e disrupção. Para colher essas vantagens, você precisa tratar a tecnologia não como uma simples ferramenta, mas como uma mudança na forma como você se posiciona na empresa e como a empresa se posiciona no mercado.

O armazenamento na nuvem foi o início dessa revolução — uma transformação digital. Agora, é hora de entender quais dessas ofertas é a mais interessante para você, planejar a reestruturação da TI em volta da cloud computing e buscar objetivos capazes de impactar de verdade nos outros departamentos. 

Que tal contar com uma ajuda nessa jornada? Então entre em contato conosco agora mesmo! A IPSense é especialista em Cloud, certificada pela Amazon e oferece expertise para uma gestão mais simples e estratégica da TI.