A escalabilidade é um termo que vem ganhando crescente importância em virtude do dinamismo do mercado.

As rápidas mudanças requerem que tudo seja feito em tempo real e que cada companhia esteja preparada para mudar suas estratégias e aumentar sua capacidade sempre que precisar. Diante dessa necessidade, é importante avaliar os recursos no planejamento a médio e longo prazo.

A computação em nuvem surge como uma solução possível nesse contexto. Se quiser entender como a escalabilidade está relacionada com a cloud e com redução dos custos em TI, prossiga na leitura deste artigo. 

O que é a computação em nuvem?

A computação em nuvem é um paradigma que consiste na virtualização de recursos computacionais em uma rede distribuída. É uma tecnologia crescente que visa ajudar as empresas na gestão de TI, com orçamentos simplificados e menos transtornos. Muitas pessoas pensam que a cloud se trata apenas de armazenamento, por conta de plataformas como Dropbox e Google Drive. No entanto, o conceito é mais amplo e abrange diversos recursos como processamento e memória também. 

A tecnologia está associada a um modelo de prestação de serviços, caracterizado pela alocação infinita em uma arquitetura de rede descentralizada. Por exemplo, uma companhia fornece acesso a um determinado sistema, com suporte especializado, por um preço fixo. É uma solução proposta como contraste para os data centers e infraestruturas físicas complexas, que, geralmente, são exclusividades de grandes empresas. Essas arquiteturas são pouco flexíveis, por isso, estão perdendo espaço no mercado.  

Qual é o conceito de escalabilidade? 

A escalabilidade é a capacidade de atender ao crescimento de demanda por produtos/serviços de forma consistente e segura. Está relacionada com a computação em nuvem, sendo considerada por muitas pessoas como a principal vantagem desse paradigma. Em uma pesquisa da Deloitte, 75% dos entrevistados afirmaram que essa é a principal característica da cloud.

Ou seja, o conceito está associado à facilidade de administração dos recursos internos em momentos de aumento de demanda. Afinal, em momentos como esses, é importante manter uma boa performance para que a companhia não perca oportunidades de lucrar. Uma TI escalável é uma que dá o devido suporte à empresa sempre que houver aumento de requisições de clientes. Os sistemas conseguem, dessa maneira, lidar com mais acessos simultâneos sem paradas e erros, ou seja, com a mesma qualidade.

O exemplo do e-commerce

Considere, por exemplo, um e-commerce. A escalabilidade em uma loja virtual é a habilidade de responder bem ao aumento inesperado no número de acessos em um período de pico de vendas como a Black Friday. 

Se há uma preocupação com essa estratégia, o site conseguirá aumentar automaticamente sua capacidade de processamento e memória para lidar com o novo cenário. Caso contrário, o crescimento do número de requisições provavelmente vai tirar o site do ar, e a empresa perderá diversas oportunidades de venda com o aumento do nível de insatisfação dos usuários.

Se dependesse de servidores físicos, por exemplo, a corporação até poderia suprir crescimento de demanda, mas até um certo ponto — o limite de capacidade das máquinas. A ideia de virtualização expande isso, pois, com a rede descentralizada, a capacidade é ilimitada.

Por que a escalabilidade pode gerar diminuição de custos? 

A seguir, vamos entender como a escalabilidade ajuda na redução de custos em TI.

Organização 

Quando precisa crescer, um setor de TI não-escalável rende uma série de custos difíceis de controlar e de organizar. Além disso, a companhia frequentemente gasta com recursos desnecessários.

A escalabilidade ajuda no planejamento e na preparação para que haja um controle de gastos, com maior visualização e transparência. Se uma corporação pensa a médio e longo prazo, consegue prevenir perda de dinheiro em momentos de aumento de demanda.

Elasticidade

Quando precisa se atualizar em uma infraestrutura física, as companhias lidam com muitas variáveis: componentes, cabos, máquinas, mais espaço, entre outros. Tudo isso gera muita perda de tempo. Contudo, caso escolham a computação em nuvem, elas eliminam esses custos e conseguem efetuar a mudança para um ambiente mais robusto de forma automática. Isso porque a escalabilidade está associada com o conceito de elasticidade.

Esse termo se refere à capacidade de aumentar ou diminuir os recursos computacionais de maneira simples e rápida, sem que haja uma diferença perceptível para o cliente e um gargalo operacional. Ou seja, não é preciso arcar com custos de pessoal ou com configurações demoradas. O processo é simplificado para que o TI consiga, de maneira fluida e ágil, suprir as necessidades dos consumidores.  

Estabilidade 

Outra vantagem é a estabilidade mesmo em aumento de pico. Isso é interessante porque ajuda a eliminar gastos com suporte para reparação de erros e de problemas de servidores em um cenário de aumento de demanda, por exemplo.

Qual o papel da escalabilidade na expansão do negócio? 

Da mesma forma que a escalabilidade ajuda em momentos de aumento de procura, ela facilita o planejamento da expansão do negócio. Afinal, é possível organizar um orçamento e perceber exatamente quais táticas serão necessárias.

Toda empresa precisa crescer para atender melhor aos seus clientes. Isso inclui contratações, mais espaço físico e aumento da complexidade da gestão. Uma TI escalável contribui para que os gastos com o setor sejam previsíveis. Isso contribui com o planejamento estratégico, que lida com objetivos e metas de negócio. 

A companhia não precisará adquirir mais espaço para servidores físicos, por exemplo, nem mais equipamentos, como cabos e máquinas. É possível direcionar, dessa forma, os investimentos para outras necessidades. Assim, qualquer organização pode implementar medidas de expansão, sem precisar manter data centers enormes, com poderosos e caros recursos. É só atualizar para um pacote maior. Para pequenas e médias empresas, essa é uma grande vantagem. 

Ademais, é possível trabalhar com um modelo híbrido, que combina a capacidade de servidores físicos com a cloud. Dessa forma, a companhia consegue se atualizar gradualmente sem parar as atividades.

Quais os benefícios da nuvem?

A computação em nuvem de grandes empresas agrega uma série de benefícios para os gestores. Um deles é a mobilidade, com a possibilidade de permitir o acesso a qualquer momento, em qualquer dispositivo e, portanto, em qualquer lugar. Isso facilita a tomada de decisão e agiliza os processos.

Outra vantagem muito comentada é a segurança, que é implementada com criptografia, backups e outras medidas. É possível garantir o monitoramento e o acompanhamento dos documentos para prevenir problemas. Isso gera mais confiabilidade. Além disso, vale citar a otimização da comunicação entre funcionários, com o compartilhamento de arquivos e dados para trabalho colaborativo. Em decorrência desse fator, a performance das operações é melhorada, com mais integração entre os setores. 

O suporte também é mais simples e sempre disponível, o que, no geral, ajuda a diminuir a complexidade da gestão de TI. A responsabilidade não é exclusiva da organização e da equipe interna, pois existe o auxílio de profissionais externos especializados. A computação em nuvem é uma tecnologia que muda a forma como as companhias consomem recursos, com um modelo de serviços virtualizado.

Dessa forma, é possível eliminar custos e permitir um crescimento flexível, de maneira ágil e rápida, sempre que for necessário. Dessa forma, a companhia consegue a base para expandir os negócios de forma simples e planejada.

Se você gostou de aprender mais sobre escalabilidade, confira este artigo e descubra os segredos para uma estratégia multi-nuvem bem-sucedida!