Gerenciar processos de desenvolvimento de software envolve administrar as despesas envolvidas. Afinal, esse tipo de atividade necessita de recursos e de pessoas e acontece em um período determinado. Com ações estratégicas, é possível otimizar as etapas, garantindo menos gastos e bom desempenho ao mesmo tempo. O requisito é investir em uma nova cultura e adotar tecnologias disruptivas.

Neste artigo, vamos discutir como é possível implementar segurança e redução de custos nos projetos da empresa e vamos conhecer os principais problemas que envolvem a produção de sistemas. Se quiser aprender mais, acompanhe!

Como ocorre o processo de desenvolvimento de software?

Atualmente, projetos de software estão se tornando cada vez mais comuns. A transformação digital está gerando necessidade por soluções rápidas e práticas, que ofereçam mobilidade e agilidade para o cotidiano dos clientes. Por isso, as empresas estruturam o desenvolvimento com etapas padronizadas. Discutiremos quais são elas e os principais desafios.

Etapas

No primeiro momento, o ideal é realizar a análise de requisitos, com um estudo das necessidades do cliente e do que deve ser feito para lidar com a situação.

É uma fase em que a equipe deve ouvir as demandas do contratante e tentar esquematizar seus pedidos. Um grande problema nessa fase é a má compreensão do que o cliente está querendo, o que invalida todo o processo e gera resultados inadequados.

Em seguida, é interessante projetar a aplicação que será desenvolvida, com definição de ambiente, questões de infraestrutura, dimensionamento, escolha de tecnologias de programação, escolha do sistema de banco de dados, bem como a divisão de papéis dentro do time. É a preparação da codificação propriamente dita, ainda em fase de modelagem e planejamento. Trata-se de uma etapa imprescindível para evitar erros e transtornos inesperados.

Depois disso, segue-se o processo de criação e implementação. Os colaboradores começam a codificar a solução com base no que foi pensado na fase anterior e nos requisitos. Também é o momento de se preocupar com a documentação do sistema e com o registro do que é feito.

A próxima fase é a de testes. Nela, é preciso validar o que foi desenvolvido, a fim de garantir a consistência do programa.

Os testadores vão experimentar entradas especiais e combinações e colocarão o software em uma situação de uso simulada para avaliar se ele realmente está bem-construído e pronto para o lançamento. Nesse momento, um problema comum é não testar o suficiente e liberar um produto inacabado e inconsistente.

Depois de testado, o sistema passa para a fase de implantação, que compreende a instalação no ambiente do usuário a fim de finalizar o processo. Também inclui questões de treinamento dos usuários e criação de documentação para ajudar no uso do sistema.

Dificuldades comuns

Esse esquema, como vimos, foi feito para assegurar a padronização e a eliminação de problemas. No entanto eles ainda ocorrem. Um dos mais comuns envolve um projeto mal-feito e desencadeia transtornos de custos com infraestrutura no momento da implementação. A empresa acaba não dimensionando corretamente e precisa gastar mais do que o esperado, o que gera um impacto negativo em outros setores.

Outra questão que envolve um planejamento ruim é com relação aos prazos. Em alguns casos, a equipe não consegue controlar o processo e acaba excedendo o período acordado com os clientes, e isso gera insatisfação e uma experiência ruim. A demora implica imprevisibilidade, pois a companhia perde o controle de quando o sistema poderá ser lançado.

Além disso, existem problemas relacionados a segurança que ocorrem quando a empresa não toma medidas protetivas na jornada de desenvolvimento. Ao lidar com dados e com sistemas, existe um perigo associado que pode colocar em risco as operações e resultados.

Por outro lado, vale citar também os erros e retrabalhos, que geram imprevistos e demoras, já que criam a necessidade de voltar a etapas anteriores de maneira inesperada.

Isso tudo gera aumento de custos. A empresa terá que investir mais para solucionar esses problemas e reparar a normalidade da produção. Em casos de atrasos, haverá mais consumo de recursos, com um retorno menor, por exemplo.

A administração do desenvolvimento envolve muitas questões de infraestrutura, como gerenciamento de máquinas virtuais e ambiente, provisionamento de recursos e monitoramento. Existe também a complexidade de gerenciar o pessoal e garantir que todos estejam alinhados.

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Como otimizar o desenvolvimento e reduzir custos?

Diante de tudo isso, é necessário que os gestores tomem cuidado nas fases de planejamento, elaboração e implementação de um software. Conduzir esse processo com foco em eficiência ajuda a eliminar os problemas citados e a mitigar os custos associados. Assim, as despesas totais do projeto serão controladas, e a equipe de TI poderá gerar valor e impacto positivo para os outros setores.

Então como conseguir mais eficiência e menos gastos no desenvolvimento de sistemas? Veremos a seguir.

Facilitar processos

Uma das dicas é facilitar os processos internos, dividindo as etapas em atividades menores. Se uma fase dura menos e tem menor complexidade, a gestão consegue controlar melhor e, inclusive, reparar erros em menos tempo. Os colaboradores trabalham melhor, com a divisão da atenção e concentração em pequenos pontos por vez.

Assim, é possível diminuir a burocracia do projeto e superar os desafios gradualmente. Com a união de todos os resultados positivos em pequenos períodos, a empresa consegue chegar ao final, de uma forma mais prática e rápida.

Utilizar a computação em nuvem

A cloud tem muito a oferecer para organizações que precisam de um processo mais fluido. Afinal, com as tecnologias em nuvem, é possível fazer versionamento dos sistemas, o que ajuda a reparar erros, testes, virtualização e prototipagem. Ou seja, a companhia conta com ferramentas especiais para simular ambientes específicos e validar o software, sem as limitações comuns de uma infraestrutura física.

A nuvem é sinônimo de eficiência e redução de custos. Com ela, a equipe dispõe de recursos por um preço adequado e paga sob demanda, só pelo que utiliza de fato.

Assim, é possível lidar com as demandas de um projeto complexo, garantindo suporte à flexibilidade do mercado. A cloud também é fundamental para implementar a cooperação entre o time de infraestrutura e o de desenvolvimento, o chamado DevOps.

Gerenciar riscos

Como falamos no começo do artigo, um projeto de desenvolvimento é complexo e envolve diversas variáveis. Por isso, é fundamental seguir com um planejamento inteligente, que considera os riscos envolvidos. Além dos que já citamos, existem mais perigos específicos associados a cada processo. É preciso conhecê-los e administrá-los.

Com o gerenciamento desses riscos, a empresa mantém a jornada mais previsível e pode se preparar para incidentes inesperados, com os funcionários prontos para agir de forma a recuperar a normalidade.

Investir em metodologias ágeis

As metodologias ágeis são cruciais para organizar os processos de produção e estimular uma cultura que valoriza a redução de custos. Afinal, é possível garantir a colaboração entre desenvolvimento e operações, recorrer a tecnologias de automação, além de assegurar entregas contínuas e testes eficazes.

Esses métodos são caracterizados por não seguirem uma estrutura rígida de passos. A análise de requisitos pode ser revisitada em qualquer momento, e as validações ocorrem a todo instante. Assim, a jornada é mais dinâmica e envolve menos erros e gastos, com uma organização que se adapta às mudanças externas.

Criar soluções de software é uma necessidade para qualquer empresa atualmente, visto que as tecnologias são importantes em todos os segmentos. Contudo, para fazer isso da melhor forma, as equipes precisam considerar algumas estratégias e buscar um desenvolvimento mais produtivo, enxuto e eficiente, com menos despesas e retrabalho. Afinal, isso é crucial para estabelecer-se bem no mercado e ganhar competitividade.

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