A computação em nuvem, que até alguns anos era vista ainda com certa desconfiança pelo mercado, principalmente pelas organizações que não trabalhavam com TI diretamente, hoje se consolida como uma das grandes tendências na área tecnológica.

Assim, a ênfase muda — da necessidade de confiar e popularizar a Cloud Computing — para uma conscientização de melhorar o gerenciamento de segurança e a governança de conformidade, otimizando a implementação e o uso da nuvem para geração de soluções na área.

Com isso, o conceito de “Cloud Governance” ganha cada vez mais espaço, de acordo com a maturidade da computação em nuvem no mercado. Torna-se essencial, portanto, que as organizações que trabalham com plataformas e soluções de computação nesse modelo se atentem à necessidade de implementar essa cultura de governança em seu setor de TI, ou poderão ver os resultados não alcançarem as metas pretendidas em seus planejamentos.

Por isso, é fundamental que você, gestor, saiba tudo sobre Cloud Governance e entenda como aplicá-la em seu negócio. Continue lendo nosso artigo e fique por dentro do que está relacionado ao assunto.

O que é Cloud Governance?

Esse é um conceito inserido dentro da Governança de TI diretamente ligado ao foco em responsabilidade e às tomadas de decisão eficientes, que visa gerar um equilíbrio entre benefício (ou valor), riscos e recursos em um ambiente que abrace a computação em nuvem.

Essencialmente, diz respeito às atividades de definição, monitoramento contínuo e auditoria de regras, diretrizes, políticas e processos que alocam, coordenam e controlam recursos e ações de uma determinada operação ou da estrutura de cloud como um todo em uma empresa.

Ela, assim, gera políticas e princípios de controle para os negócios que investem consideravelmente nesse tipo de tecnologia, realizando uma gestão dos processos de ciclo de vida dos serviços de computação cloud.

Os maiores especialistas do mundo da área de TI concordam que essa é uma questão bastante complexa e, por isso, merece atenção e dedicação por parte dos gestores do setor para que seja implementada adequadamente, e eles lidem com esses temas com sucesso.

Uma das principais razões para isso é que a maioria das plataformas de nuvem são robustas e complexas, incluindo as questões concernentes a usuários, aplicações, dados, entre outros. Assim, tenha consciência de que é um tema desafiador e pode trazer resultados bastante consideráveis, quando as medidas são bem-sucedidas. Já, caso não seja bem implementado, o resultado pode ser até mesmo prejudicial para a organização.

Outro ponto que evidencia a complexidade da Cloud Governance é que o objetivo desse tipo de computação é abrir mão de um certo nível de controle para os desenvolvedores. O significado disso é que, em vez de poucos administradores confiáveis realizando cada ação, passa-se, com a arquitetura em nuvem, a ter uma gama de colaboradores em várias funções diferentes, com acesso à plataforma e aos dados.

Dessa forma, exige-se um maior cuidado, já que há mais atores envolvidos no processo. Passa a ser necessário encontrar, constantemente, formas de minimizar brechas geradoras de erros e falhas de segurança, que coloquem em xeque a proteção da estrutura de TI do negócio.

A área de governança deve andar de mãos dadas com os diversos líderes do setor de TI. Por exemplo, o gestor de Segurança da Informação assegura que as informações privadas se mantenham assim, enquanto os responsáveis pela governança certificam-se de que as medidas adotadas sejam plenamente atingíveis.

Outro exemplo: enquanto os gestores responsáveis pela redução dos custos estão controlando e reduzindo gastos, os colaboradores a quem compete a parte de governança estão se certificando de que as medidas aplicadas são viáveis, sem comprometer o rendimento do negócio e a operação da área de TI.

Lembre-se sempre de que a governança exige uma espécie de “visão de raio-x” sobre todo o setor, de forma que os gestores devem ter plena consciência dos processos internos envolvidos. Essa visão é importante e estratégica, já que se torna necessário um conhecimento amplo e global da estrutura da área de TI.

Quais são os produtos da Cloud Governance?

É essencial saber quais são os produtos que estão inseridos dentro de um ambiente de Cloud Governance, como forma de identificar os elementos que precisam estar presentes, quando decidir aplicá-la em sua empresa de tecnologia ou no setor de TI do seu negócio:

  • governança unificada;

  • provisionamento de nuvem;

  • gerenciamento e monitoramento de implementação de nuvens públicas e privadas;

  • segurança para as aplicações na nuvem;

  • gestão de políticas e conformidade;

  • portabilidade na nuvem, com a migração de dados e aplicações para essa modalidade de computação;

  • eliminação do bloqueio da nuvem;

  • gerenciamento de infraestrutura local, seja ela física ou virtual.

Para a implementação dessas questões, a empresa pode se servir de algumas ferramentas que auxiliarão na gestão dos provedores de soluções e a realizar uma governança mais eficiente, como:

  • integração com serviços sob demanda e implementações de nuvem pública on demand;

  • integração com serviços de autenticação LDAP e AD;

  • desenvolvimento e controle de consoles com foco em usabilidade e design UX (User Experience);

  • realização de relatórios avançados e integração de soluções com aplicativos que elaboram os relatórios, entre outros.

Quais os níveis da Cloud Governance?

Quando falamos em níveis de Cloud Governance, há diversos deles inerentes ao processo e que devem ser abordados por todos os gestores. Porém, esse é um procedimento que, muitas vezes, os responsáveis têm dificuldades de visualizar e implementar em camadas.

Mesmo que não se implemente todas as camadas, há, pelo menos, três níveis que todos os planos de governança devem abordar, como mostraremos a seguir.

Governança em nível de serviço

Também é conhecida como governança de API. As soluções nessa área realizam um trabalho de centralização de acesso: todo funcionário que tentar acessar um serviço de nuvem corporativa, seja pública ou privada, precisará passar por um mecanismo que verificará e confirmará a autorização do usuário.

Isso diminui as chances de acessos indevidos por pessoas não autorizadas, sejam elas funcionários internos ou, até mesmo, cibercriminosos que tentem invadir o servidor em nuvem. Toda e qualquer tentativa de acesso será devidamente notificada e, caso seja um comportamento suspeito, pode-se tomar as medidas cabíveis para coibir o problema.

Uma das principais formas de conseguir isso é por meio da implementação de SLM (Service Level Management, ou “Gerenciamento de Níveis de Serviço”), responsável pelas funções de negociar e documentar os objetivos para serviços de TI em relação às suas entregas para a empresa.

Governança em nível de dados

Este segundo nível é, também, estratégico e, normalmente, o melhor compreendido por parte dos gestores das organizações, por ser a porção mais “tangível” do processo. Mas isso não significa que não haja a necessidade de monitoramento constante para aprimorar as medidas de governança utilizadas atualmente dentro de sua empresa. Lembre-se sempre do conceito de melhoria contínua.

Os controles são fundamentais para que os sistemas de armazenamento e os dados estejam disponíveis apenas para aqueles que possuem autorização para tal finalidade. Esse tipo de governança é vital, principalmente, em empresas cuja atividade-fim não está ligada com o setor de TI.

Por exemplo, em uma indústria de grande porte, não são todos os funcionários que devem ter acesso ao backup na nuvem. Há, naquele local, informações estratégicas que, caso cheguem a mãos erradas, podem facilitar concorrentes e prejudicar o diferencial competitivo da organização.

Imagine, por exemplo, as informações sobre um produto novo, que ainda está sendo pesquisado, chegando às mãos de um colaborador que não deveria ter acesso a essa informação. Até mesmo por simples descuido ou ingenuidade, ele pode vazar essa informação, permitindo que os demais colegas do mercado saibam das intenções da sua organização e passem a preparar um produto tão competitivo quanto o seu, retirando o fator surpresa do negócio.

Governança no nível da plataforma

Diz respeito às medidas de controle e atenção à própria plataforma de nuvem. As políticas nesse nível devem abordar questões de automação que otimizem o provisionamento e desprovisionamento de recursos da nuvem, principalmente no que concerne à escalabilidade dos serviços da plataforma.

Assim, esse nível assegura que os recursos necessários para a execução das rotinas diárias estejam plenamente em funcionamento, sem maiores problemas.

Qual o objetivo da Cloud Governance?

Um dos principais objetivos da Cloud Governance é garantir que as políticas robustas de segurança na nuvem sejam colocadas em prática e sua eficiência seja garantida em toda a organização.

Isso é essencial, pois, caso não haja foco na implementação da cloud na organização, há um risco real para os dados empresariais, deixando o negócio suscetível a roubos, perdas ou exposição de dados, gerada por ações de cibercriminosos. Ou seja, a parte de governança está intimamente ligada à proteção de dados e funcionalidade.

Sem políticas e procedimentos complexos de governança, as medidas de segurança podem não ser tão efetivas. Afinal, haverá dificuldade em ter total certeza sobre quem são os usuários que, de fato, estão acessando os ativos, serviços e soluções hospedadas.

Essa falha aumenta, consideravelmente, o risco de violação de dados ou incidentes de segurança que podem colocar em xeque a imagem da organização no mercado, bem como ocasionar fraudes com dados sensíveis armazenados na nuvem. Imagine, por exemplo, um criminoso ter acesso aos dados de cartões de crédito dos seus clientes, armazenados no seu banco de dados. Perigoso, não é mesmo?

Porém, não diz respeito apenas a questões de segurança — também está ligada à conformidade. Por meio dos planos de governança, pode-se mostrar que a organização está seguindo todas as medidas de privacidade necessárias e implementação das regulações devidas para uma governança robusta e visível.

Outro objetivo da governança de Cloud Computing é a redução de custos para a existência e manutenção dessa arquitetura em sua empresa, bem como facilitar a gestão dos recursos e da plataforma.

Ainda podemos apontar que, com maior visibilidade das estruturas internas, há uma gestão de problemas no setor de TI que é realizada de forma mais eficaz. Isso não significa apenas a redução de erros, mas também ter planos consistentes de contenção de crise em situação de desastres, caso ocorra. Por exemplo, o que pode ser feito se, por alguma razão, houver uma falha ou indisponibilidade na plataforma? É preciso ter consciência dessas questões e traçar um plano de contingência.

Por que é importante para as empresas?

A Cloud Governance é essencial para as organizações, sejam aquelas que trabalhem diretamente com tecnologia, sejam aquelas que necessitem de um setor de TI eficiente na organização.

Isso porque, essencialmente, a governança é o ato de definir e aplicar políticas que facilitem o gerenciamento do setor. Uma gestão facilitada, além de garantir uma redução em possíveis erros que possam ocorrer durante as rotinas de trabalho, também possibilita dedicar um menor tempo para questões mais “estruturais”.

Com isso, torna-se possível concentrar no front-end, dedicando-se à criação de soluções mais aperfeiçoadas e inteligentes para o cliente final. Assim, Cloud Governance cumpre um papel importante para gerar diferenciais competitivos para sua organização.

Outro ponto fundamental é que a computação em nuvem exige uma maior percepção da operação de dados do que os métodos tradicionais: são muito mais pontos de acesso em potencial, muito mais usuários ativos conectando os dados da empresa, bem como existem um maior número de camadas de dados operacionais para modelar.

Todos os pontos citados acima geram um elevado número de “e se…?” sobre situações para serem pensadas a longo prazo, a fim de traçar planos de contingência e reduzir erros o máximo possível. Eis o papel fundamental da governança: tornar esse processo com um maior número de variáveis mais eficaz, trazendo todos os benefícios da Cloud Computing com o mínimo de falhas.

Também podemos apresentar outros benefícios que evidenciam a importância da Cloud Governance, tais como:

  • automação: os processos e fluxos de trabalho passam por um processo de automatização, aumentando consideravelmente a eficiência, por meio de um maior conhecimento das rotinas internas das empresas de TI;

  • inovação: o conhecimento gerado pela governança, bem como o tempo livre disponibilizado pelas medidas implementadas, possibilita uma evolução das soluções criadas, já que se permite um desenvolvimento com infraestrutura de TI com custo reduzido;

  • otimização: pela possibilidade de maior integração entre setores, bem como aproveitar o potencial existente, há uma otimização de recursos e de tempo;

  • lucratividade: maior eficiência e redução de custos apontam para uma alta lucratividade. Organizações com uma governança de TI eficiente conseguem aumento médio de 30% na renda, em comparação com as que não investem adequadamente nessa questão.

Como as empresas estão buscando soluções econômicas para problemas de conformidade de riscos?

Em primeiro lugar, as empresas estão tentando reduzir o grau de complexidade da Cloud Governance. Por mais difícil que seja conseguir uma simplificação total, é possível eliminar gargalos e alcançar resultados mais expressivos.

Por exemplo, a complexidade do gerenciamento de autenticação de várias nuvens e diferentes ambientes pode ser minimizada, um problema bastante comum para os responsáveis pelo TI (ou seja, realizar um gerenciamento de credenciais eficiente). Pode-se implementar um padrão de governança que defina um único provedor de identidade por classe de usuário (um para funcionários, um para clientes, um para dispositivos de IoT e sucessivamente).

Uma medida talvez simples, mas que é bastante útil para a redução da complexidade das medidas de governança em cloud computing. E isso pode ser implementado em diversos níveis, desde as opções de SO, configurações de rede, entre outros.

Já em outra vertente, as organizações estão priorizando medidas que visem à redução de custos com Cloud Computing sem prejudicar a eficiência da TI. Uma das diretrizes que pode ser aplicada diz respeito a definir o ambiente de desenvolvimento mais adequado para sua empresa.

Por exemplo, você precisa, de fato, de um banco de dados de alta disponibilidade para o desenvolvimento? Se analisar com cuidado e frieza, poderá ver que provavelmente não. Às vezes, soluções mais simples podem trazer os resultados esperados, conseguindo otimizar os custos com recursos na nuvem. Porém, isso só é perceptível com uma Cloud Governance eficiente.

As empresas também estão investindo consideravelmente para conseguir tornar as questões de segurança em alto nível, mesmo priorizando simplicidade, visibilidade e conformidade. Nem sempre é preciso manter soluções de segurança altamente complexas e custosas. O exemplo que damos acima de um melhor controle de identidade auxilia justamente em ambas as questões.

Além disso, padronizar provedores de identidade permite que os gestores responsáveis por governança consigam entender mais facilmente quem e onde as principais ações estão sendo tomadas, garantindo um monitoramento mais eficiente.

Ou seja, a palavra-chave das empresas atualmente é conseguir uma elevada eficiência com um custo proporcionalmente menor, assegurando a proteção dos dados e dos recursos que circulam no ambiente cloud.

Com o objetivo de ter colaboradores mais bem qualificados para trabalhar em nuvem, muitas organizações investem, também, nos diferentes modelos de certificação Cloud Computing.

Com domínio técnico, é possível se atualizar com o que há de mais moderno no mercado, sabendo como aplicar os conceitos, estratégias e metodologias com eficiência no ambiente organizacional, bem como analisar qual é a solução mais indicada para a realidade da sua organização.

Isso auxilia no processo de Cloud Governance, já que, munidos de informações mais consistentes, conseguem definir planejamentos, implementação de soluções e metodologias que visem maior eficiência, redução de custos e crescimento sustentável do setor, garantindo os recursos necessários para a realização das atividades.

Por que contratar uma empresa especializada em soluções de Cloud?

Como falamos no início deste artigo, uma governança de Cloud Computing é complexa e bastante desafiadora. Afinal, são diversas variáveis a serem consideradas nos processos de planejamento e implementação, e é necessário manter o controle e a excelência em cada um deles.

E nisso devemos considerar a própria rotina dos gestores e colaboradores de TI, que já é bastante conturbada, com diversas funções a serem cumpridas dentro de prazos específicos. Assim, acrescentar novas questões pode complicar as rotinas e, até mesmo, levar a erros consideráveis nos processos.

Além disso, por ter uma série de variáveis, o próprio planejamento de governança pode ser delicado para ser realizado por quem tem uma visão interna do processo, podendo ser muito mais preciso quando realizado por consultores e especialistas terceirizados.

Por isso, é importante dedicar essa tarefa de planejamento de governança nas mãos de uma empresa especializada em soluções de Cloud. Com um time de especialistas, ela é capaz de encontrar as melhores soluções para o negócio.

Ao terceirizar o serviço, os responsáveis conseguem compreender como funciona a governança na atual realidade. Afinal, quando ela é feita por parte dos colaboradores internos, há uma tendência em tentar contornar alguns dos reais problemas do setor. Porém, isso pode gerar resultados desastrosos quando falamos em computação em nuvem.

Além disso, mesmo que os colaboradores estejam devidamente sintonizados com os desafios da governança na nuvem, tende-se a subestimar o equilíbrio entre autoatendimento e agilidade que a nuvem proporciona. Uma visão externa é capaz de resolver essa questão.

Assim, é imprescindível deixar as questões com quem realmente sabe e tem conhecimento técnico para lidar com as questões de Cloud Governance. Essas empresas são capazes de agilizar procedimentos, minimizar custos e acompanhar as dinâmicas e atualizações do mercado.

Outro ponto é que essas empresas não terão pudor em rever e transformar estruturas internas para manter uma governança positiva no negócio, algo que pode ser muito complicado, principalmente para os gestores que sejam mais tradicionalistas e tenham um certo receio com mudanças mais estruturais.

Empresas especializadas, também, realizarão o monitoramento constante dos processos internos, indicando as mudanças necessárias e adequações quando necessário, minimizando o tempo de execução de tarefas e ações falhas. Isso significa que se torna possível implementar uma metodologia de melhora contínua no setor.

Agora você sabe a importância da Cloud Governance e, principalmente, a necessidade de acionar o auxílio de uma empresa terceirizada responsável por cuidar desses processos?

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