Os tempos são de revoluções. Cada dia são implementadas novas funcionalidades e criadas novas tecnologias que visam uma melhoria cada vez maior no atendimento às expectativas dos clientes e trazendo maior produtividade e eficiência para as organizações.

Na área de Tecnologia da Informação, o Cloud Computing (ou sistemas na nuvem) é um dos grandes ganhos atuais e, por isso, necessita de atenção por parte dos gestores da área para conhecer mais sobre o tema e aplicá-lo coerentemente no ambiente organizacional.

Investir em um modelo de armazenamento na nuvem é cada vez mais essencial, já que essa é uma tecnologia praticamente onipresente. As organizações que ainda não investiram nisso poderão se ver com problemas a longo prazo, perdendo vantagens competitivas e passando por possíveis prejuízos devido ao atraso na implementação dessa tecnologia.

Neste artigo você vai saber mais sobre a necessidade de desenvolvimento de testes na nuvem, além de descobrir como implementar um ambiente dessa natureza e como realizar a migração de forma consistente. No final desta leitura, você estará apto para realizar a mudança e investir adequadamente em um modelo de armazenamento na nuvem. Então continue a leitura e saiba mais sobre o tema.

O que é o conceito de Cloud Computing?

Antes de qualquer coisa, entenda que o conceito de nuvem não é tão novo: começou a ser formulado no fim dos anos 1990, há quase 20 anos. Ele se tornou popular nos anos 2000 e sua ideia era diminuir a necessidade de espaço físico para armazenamento de dados.

Os objetivos com isso eram diversos: menores custos, menor dependência de uso de dispositivos únicos, evitar perdas de dados, facilitar a transmissão de dados a partir do momento em que a banda larga estava se popularizando, entre outros. Se tornou extremamente popular pelo fato de ter começado com uma proposta simples: era um serviço de armazenamento remoto. Tanto que um dos serviços mais simples e, ao mesmo tempo, mais importantes é o de backup na nuvem.

Porém, com o tempo, isso foi se modificando, a partir do momento em que se tornou cada vez mais visível o potencial desse modelo. O Cloud Computing facilita o acesso a informações, potencializa a segurança dos procedimentos e proteção de dados, agiliza processos, entre outros. São essas vantagens que permitiram a popularização dos procedimentos em nuvem, fazendo com que ele se torne o padrão nos próximos anos.

Tendo consciência disso, vamos passar a entender o que é, essencialmente, o Cloud Computing. Ele diz respeito a capacidade de abrigar seus dados e informações em dispositivos de armazenamento remotos, podendo acessá-los de qualquer lugar, desde que tenha acesso a uma conexão de internet.

Porém, com o avanço das tecnologias, é possível ir além: você pode utilizar esse sistema para oferecer recursos de computação e ferramentas de produtividade, além de criação de sistemas automatizados e gestão eficientes.

Foi esse tipo de sistema que permitiu, por exemplo, o surgimento da arquitetura serverless, um modelo cada vez mais utilizado nas organizações, na qual o código é totalmente gerenciado por um provedor em nuvem, sem necessidade de instalação direta em servidores, sendo já uma evolução do Cloud Computing.

Isso mostra o potencial disponível para as empresas explorarem, a curto e longo prazo, e que traz uma série de benefícios para as organizações. Aquelas que relutarem em implementar as soluções em nuvem poderão se ver em maus lençóis nos próximos anos, já que ela tende cada vez mais a se tornar o padrão operacional, substituindo uma infraestrutura completa de TI.

Podem ser encontrados alguns modelos, sobre os quais abordaremos nos próximos tópicos. Acompanhe!

Software as a Service (SaaS)

Um dos mais utilizados atualmente e, também, com menor custo, é o SaaS. É uma oferta de Cloud Computing no qual o provedor disponibiliza, para a organização contratante, programas, aplicações, ferramentas, entre outros recursos, por acesso remoto. O SaaS elimina a necessidade de instalação de softwares locais, eliminando a necessidade de consumo de espaço nos servidores. Um dos grandes exemplos é o Office 365.

Container as a Service (CaaS)

O CaaS realiza uma ponte entre o SaaS e o PaaS (que abordaremos a seguir). Os contêineres dizem respeito a pacotes isolados com um código (ou, em alguns casos, um programa ou uma aplicação), que pode ser testada em diferentes sistemas operacionais sem colocar em risco o resto da infraestrutura. Pode-se, por meio dela, fragmentar dados e alterar as disposições, de acordo com o que for necessário pelo TI.

Platform as a Service (PaaS)

O PaaS se torna cada vez mais uma tendência. Nessa situação, não são acessos a softwares ou contêineres que são fornecidos pelo provedor, mas sim uma plataforma completa de gerenciamento. Um dos principais exemplos e que evidencia a popularidade desse sistema são os ERP’s. Os gestores de TI conseguem, por meio de um dashboard, ter acesso à performance do sistema. São gestões de dados mais robustas e complexas, no qual torna-se possível manter, de forma segura, bancos de dados inteiros.

Infrastructure as a Service (IaaS)

O IaaS é uma outra camada dos modelos “as a Service”, sendo o mais recente dos que citamos até aqui. Ela permite a migração completa de todo os serviços de TI para a nuvem, atingindo o grau máximo de virtualização, entregando os recursos de computação remotamente.

O provedor roda os recursos em seus servidores enquanto a empresa contratante usa os dispositivos como interface para visualização e edição dos dados. Com isso, tira-se a dependência de investimentos em hardware, ganhando-se consideravelmente em economia a longo prazo.

As gigantes do mercado, como Amazon, Google e Microsoft já investem maciçamente nesse modelo, bem como novas empresas provedoras também passam a disponibilizar esse serviço a longo prazo, mostrando que as empresas de TI devem ficar atentas para a contratação desses modelos.

O que são os testes na nuvem?

A partir dessas informações, é essencial compreender o que são os testes na nuvem. Os testes de desenvolvimento são essenciais para certificar a eficiência das soluções criadas pelos profissionais de TI.

Eles podem ser feitos com arquitetura tradicional ou, no caso que estamos abordando neste artigo, na nuvem. Isso significa que não é necessário gastar tempo configurando e desmontando ambientes de desenvolvimento, já que o Cloud Computing, por meio dos provedores, consegue suprir os recursos necessários em minutos, não precisando gastar valores exorbitantes com recursos não-escalonáveis.

Por que desenvolver testes na nuvem?

Mas por que escolher esse método em vez dos tipos tradicionais? Quais ganhos a computação em nuvem trouxe para os testes em nuvem? Continue lendo e entenda os principais benefícios envolvidos.

Maior segurança

Um dos pontos-chave de desenvolver testes na nuvem diz respeito à segurança na execução dos trabalhos. Sabemos que a área tecnológica exige cuidados cada vez maiores nesse aspecto, principalmente diante da ação de cibercriminosos. Afinal, informação é poder, é um ativo de qualquer empresa. Por isso é preciso ter cuidados especiais para que ele não sofra danos, ou seja, alvo de crimes.

Em um sistema cloud, a segurança do servidor é terceirizada, facilitando a proteção de dados, bem como exigindo menos recursos internos para este fim. Porém, muitas organizações ainda ficam receosas de investirem em nuvem justamente pela questão da segurança das informações.

Contudo, essa é uma ideia de senso comum consideravelmente equivocada. Isso porque as empresas provedoras investem e disponibilizam, maciçamente, conjuntos de ferramentas de segurança, bem como investem em um corpo de especialistas em segurança de dados para trabalharem em suas empresas.

Lembre-se de que, cada vez mais, as empresas de TI precisam ser mais estratégicas e menos operacionais. Quanto mais focarem no core business do negócio, melhores serão os resultados a longo prazo. As demais funções e preocupações podem ser terceirizadas, tirando o peso da questão dos colaboradores da organização.

Assim, a segurança dos dados e das aplicações ficam destinadas às empresas provedoras do serviço, enquanto seus funcionários se dedicam para a atividade-fim do negócio, estabelecendo apenas critérios de política de uso que não coloquem em xeque a segurança das informações por parte dos próprios colaboradores da sua empresa.

Porém, isso não elimina a necessidade de verificação prévia dos protocolos de segurança instituídos pelas organizações e se há busca constante por novas soluções nessa área, já que as ações dos cibercriminosos são constantes e aperfeiçoadas dia a dia.

Melhor experiência do usuário

Quando o foco das organizações sai das questões estruturais, terceirizadas na mão dos provedores, é possível destinar o foco das demais ações da organização para a criação de soluções inteligentes, destinadas a uma melhor experiência do usuário.

Imagine, por exemplo, que seus colaboradores não tenham que se preocupar com questões operacionais repetitivas na realização dos testes, já que o sistema armazenado na nuvem realiza essas funções de forma automatizada. Eles podem se debruçar em outras questões da solução que são bastante pertinentes para o cliente final, tais como:

  • redução de bugs e falhas;

  • maior precisão nos processos;

  • agilidade na realização das tarefas;

  • desenvolvimento de um design intuitivo e funcional para o cliente final;

  • inovação e criação de funcionalidades e aplicações essenciais dentro do que o cliente final necessita;

  • monitoramento na nuvem das aplicações, garantindo melhores resultados.

Assim, as equipes conseguem focar no cliente final, uma tendência cada vez maior e relevante no mercado atual. Aquelas que não suprem as expectativas dos seus contratantes podem perder espaço para os concorrentes.

E lembre-se: a área de TI se torna a cada dia mais competitiva, fazendo com que seja necessário ficar atento para não se ver perdendo espaço para empresas que realizam o mesmo trabalho que você e, ao mesmo tempo, entendam a necessidade de estratégias voltadas para o cliente final.

É preciso considerar nesse processo os dois pilares da experiência do usuário: o desempenho do aplicativo e a disponibilidade do serviço. Caso isso fique comprometido, o cliente poderá se sentir insatisfeito e trazer prejuízos.

Redução de custos

Uma das principais vantagens em investir em testes na nuvem diz respeito à redução e otimização de custos. Isso porque, diferentemente do modelo tradicional, o dimensionamento de demandas é feito de forma simplificada e escalonável. No primeiro, o gestor deveria prever situações e se antecipar, realizando a aquisição de recursos previamente. Muitas vezes isso representa adquirir, por exemplo, espaço de armazenamento muito antes de sua real utilização.

A flexibilidade que o Cloud Computing oferece de pagar apenas pelos recursos que utilizará é o ponto chave da questão, permitindo que o gasto com aquisição de espaço seja feito apenas no momento em que há necessidade real. Assim, em tempos de baixa demanda, quando há uma diminuição da entrada de recursos, você pode reduzir custos e evitar possíveis reduções de margem de lucro ou, até mesmo, prejuízos.

Isso é possível, também, graças ao modelo de assinatura de licenças, de forma que seu sistema está sempre atualizado. No que concerne à manutenção e os updates de infraestrutura, essa tarefa fica por conta do provedor. Outro ponto essencial é retirar o peso da manutenção de infraestruturas próprias.

A automação também representa um papel fundamental nesse processo, reduzindo o custo por tarefa. Enquanto a automação ocorre no ambiente cloud, os colaboradores podem se dedicar a outras funções, tornando a máquina produtiva mais eficiente.

Como implementar um ambiente de testes na nuvem?

Agora que você sabe por que deve implementar um ambiente de testes na nuvem, deve compreender como realizar esse processo da melhor forma. Afinal, a simples compreensão do que está acontecendo não basta: é necessário também realizar uma transação eficiente e garantir os melhores resultados. Veja o passo a passo a seguir, nos próximos tópicos.

Faça testes que podem ser acomodados em um ambiente padrão

Uma forma de realizar esse processo é escolhendo máquinas virtuais que possibilitam o teste. As plataformas do tipo IaaS já colocam isso à disposição. Já o modelo PaaS consegue colocar à disposição um nível mais alto de middleware, permitindo a instalação das aplicações para serem testadas.

Escolha a plataforma de nuvem adequada

A escolha da plataforma mais adequada é essencial para o sucesso dos seus testes de aplicações. O fornecedor de Cloud Computing cumpre um papel fundamental no processo de testes, fornecendo os recursos e ferramentas necessárias, bem como auxiliando no gerenciamento dos ambientes, permitindo um melhor aproveitamento das plataformas.

Uma escolha inadequada pode gerar problemas com segurança, por exemplo, colocando em xeque não só o projeto que está sendo elaborado, mas também o nome da sua empresa no mercado.

Migre os dados do sistema conforme a necessidade

Após a configuração do ambiente de trabalho, deve-se realizar a migração dos dados para a nuvem e os sistemas que serão utilizados. Deve-se ficar atento para separar adequadamente o que vai para cada local (nuvem pública ou privada). Por exemplo, a base estrutural deve ficar na nuvem privada, enquanto as partes separadas que vão ser incluídas na estrutura podem ser armazenadas na nuvem pública.

Lembre-se também de colocar projetos com ciclo de vida menor que 12 meses. Isso porque a maioria das plataformas de nuvem são precificadas por hora. Quando o projeto passa de 12 meses, na maioria das vezes, ele sai mais custoso do que se fosse testado de forma local, diminuindo as vantagens de redução de custos que falamos anteriormente.

Tome cuidado com a exposição de dados da empresa nos testes

Antes de migrar a aplicação para a nuvem, certifique-se de realizar testes de segurança e de rede que não exponham dados internos das organizações, assim como verificar que os requisitos de funcionalidade foram cumpridos adequadamente. Além disso, atente para não colocar testes e desenvolvimentos na nuvem sem verificar se ela está em total conformidade com regras e obrigações. Isso pode acarretar problemas posteriores, principalmente relacionados à exposição de dados.

Outro ponto é saber separar o que deverá ser encaminhado para a nuvem privada (mais segura) e para a nuvem pública. Um erro nesse processo pode expor informações estratégicas da sua empresa.

Realize um controle de ambiente adequado

Aplique medidas essenciais de segurança e procedimentos padrões de desenvolvimento e testes. Também defina em quais lugares serão armazenados os dados mais sensíveis, a fim de protegê-los das ações de criminosos. Isso pode ser feito utilizando, até mesmo, as próprias aplicações disponibilizadas pela provedora dos serviços de Cloud Computing, gerenciando a nuvem híbrida (pública e privada) de forma estratégica e eficiente.

Hospede toda a aplicação na nuvem

Após todos os passos anteriores serem seguidos e todos os procedimentos de segurança serem devidamente aplicados, após a fase de desenvolvimento e testes, é hora de hospedar toda a aplicação na nuvem.

Mesmo que a aplicação seja feita para ser operada totalmente offline, esse passo é essencial para manter um backup seguro, caso ocorra algum desastre tecnológico ou ação criminosa nos servidores da empresa de TI. Assim, essa é uma ação de segurança que deve ser priorizada no final da fase de testes.

Como migrar para um ambiente de testes na nuvem?

A migração para um ambiente na nuvem exige cuidados para que a mudança seja feita de forma eficiente e garanta a eficiência esperada nos processos. Para isso, confira nos próximos tópicos um passo a passo sobre como realizar a migração.

Envolva os funcionários no processo

É preciso mudar a cultura organizacional e conduzir os colaboradores pelo processo de migração para o ambiente na nuvem. Não adianta, por exemplo, realizar toda a mudança estrutural, mas a mentalidade dos colaboradores ainda estar arraigada nos processos locais. Por isso, estabeleça treinamentos e reuniões de adaptação com seus colaboradores.

Planeje a execução dos projetos

Descubra como seus projetos vão funcionar após a migração para a nuvem. Isso significa planejar como eles serão executados a longo prazo, refletir e colocar na ponta do lápis cada uma das etapas a serem realizadas. Assim, a migração ocorre de forma mais serena, sem atropelos e desesperos, evitando também falhas que possam expor a empresa no mercado.

Avalie quais são os processos realizados atualmente, como eles poderiam funcionar no ambiente de Cloud Computing, se é possível realizar a transação completamente ou é necessário realizar adaptações e como elas serão feitas. Esse planejamento a longo prazo é essencial para identificar o que e como serão feitas as transformações necessárias para a migração.

Defina o que será migrado para a nuvem

Nem todos os processos funcionam bem na nuvem. Alguns deles podem — e devem — ser mantidos offline, enquanto outros funcionam melhor e de forma mais estratégica na nuvem. Para isso, analise friamente e objetivamente essa questão, contando com corpo de especialistas ao seu lado para realizar essa análise.

Planeje a migração em si com cuidado

O próprio processo de migração em si deve ser planejado a parte, de forma cuidadosa, para não afetar os processos internos da empresa. Você deve considerar:

  • os profissionais envolvidos nos projetos que serão migrados;

  • as responsabilidades e atribuições de cada profissional envolvido;

  • o que será migrado, como e em que momento isso ocorrerá;

  • como os processos serão controlados e monitorados;

  • cronograma de migração.

Execute o planejamento

Tudo devidamente planejado? Hora de executar. Realize os processos com cuidado, verificando se todas as etapas planejadas estão sendo cumpridas a rigor de acordo com o estabelecido previamente, evitando mudanças e não-conformidades com o definido pela organização.

Monitore a migração

O processo não para quando a migração finda: é necessário realizar o monitoramento, a fim de avaliar se tudo ocorreu perfeitamente e se há a necessidade de alguma adaptação no processo, a fim de torná-lo mais eficiente. Devem ser implementados métodos e mecanismos de controle que possam identificar erros e falhas e corrigi-los rapidamente.

A migração das aplicações locais para testes na nuvem é uma tendência cada vez maior e deve ser feita de forma eficiente para que as organizações possam aproveitar suas potencialidades ao máximo, oferecendo um melhor serviço para seus clientes finais.

Sem isso, a tendência é que ocorra uma perda considerável de vantagens competitivas, principalmente por não conseguir suprir as necessidades e expectativas dos clientes.

Neste guia completo você acompanhou o que é Cloud Computing, como são realizados os testes na nuvem, seus benefícios e como realizar a migração para esse tipo de sistema. Você agora está apto a realizar a melhor decisão para sua empresa de TI e implementar esse modelo em seu negócio.

Porém, para que o processo seja mais eficiente, é importante ter parceiros que auxiliem no processo de mudança e migração. Para isso, conte com o serviço da IPsense, que ajuda no processo de migração para nuvem com eficiência e dentro das necessidades e especificidades da sua empresa. Entre em contato agora mesmo e tire suas dúvidas sobre o assunto.